“[...] Haigh não era um vampiro no sentido folclórico
tradicional, nem como é retratado na moderna literatura vampírica. Era um homem
perturbado cujos problemas foram expressados de forma religiosa, incluindo uma
obsessão por sangue. Seu histórico de crimes se encaixa mais nos relatos de
assassinos em série do que no de vampiros.” (J. G. Melton)
Em 24 de julho de 1909 nasce John George Haigh em Stamford,
Lincolnshire. Mas foi em Outwood, West Yorkshire, que Haigh cresceu. Seus pais
eram fanáticos religiosos, membros dos Irmãos de Plymouth (um grupo protestante
fundamentalista), e por isso pregavam-lhe exageradamente a imagem de Cristo na
cruz coberto de sangue.
Quando jovem, Haigh se desligou dos Irmãos de Plymouth. No
entanto, por causa de sua criação, constantemente sonhava com uma floresta de
cruzes que se transformavam em árvores pingando sangue e lá se sentia
energizado. Ainda no sonho, aparecia um homem que coletava o sangue de uma das
árvores e o entregava para que pudesse beber. Porém, antes mesmo de fazê-lo,
Haigh acordava. Logo, ele concluiu que deveria beber sangue para recuperar sua
vitalidade.
Haigh construiu um laboratório em sua casa, onde matava suas
vitimas, drenava todo o sangue e se livrava dos corpos numa tina de ácido
sulfúrico. Por tal motivo ficou conhecido também como The Acid Bath Murderer
(o Assassino da Banheira de Ácido).
Ao tentar penhorar um casaco de pele de uma de suas vítimas,
Haigh foi detido. Mas acreditava que não seria julgado e condenado uma vez que
não havia um cadáver sequer como prova de crime. Para seu infortúnio a polícia,
ao investigar seu laboratório, descobriu vários pedaços de corpos que o ácido
não dissolvera.
Durante seu julgamento, Haigh confessou nove crimes, declarando
que seus atos eram religiosos e que precisava do sangue das vítimas para poder
viver eternamente. Condenado à morte, em 10 de agosto de 1949 foi enforcado.
Fontes:
MELTON, J. Gordon. O Livro dos Vampiros: A Enciclopédia dos
Mortos-Vivos. São Paulo: M.Books do Brasil Editora Ltda, 2003.