Íncubos e súcubos foram considerados demônios a partir da Idade
Média, o primeiro uma figura masculina e o segundo feminina, que durante a
noite invadiam os quartos (ou sonhos) de homens e mulheres, forçando-os a ter
relações sexuais. De acordo com os relatos, após o evento, a vítima aparentava
estar completamente sem energia.
Sabe-se que nas tradições antigas eram venerados como divindades
e era comum haver relações sexuais em seus rituais. Com o surgimento do
cristianismo foram reduzidos a demônios e suas práticas proibidas, como todas
as divindades antigas. Associados a bruxaria, no período das perseguições religiosas, de acordo com o
Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas), toda bruxa se submetia às vontades do
íncubos sem resistência.
Alguns acreditavam tratar-se de um único demônio que, com a
necessidade, tomava forma masculina ou feminina, enquanto outros acreditavam
serem demônios distintos. O íncubos poderia ter a aparência de um belo homem,
ou uma figura demoníaca masculina e alada, o mesmo para a súcubos em versão
feminina. Esta última coletava sêmen para, na forma de íncubos, engravidar uma
mulher. A criança oriunda desta união estaria inclinada às influências das
trevas.
Curiosidades:
·Nas tradições antigas os íncubos e súcubos
auxiliavam em curas, como por exemplo em caso de esterilidade.
·As pessoas que escolhiam a vida santa eram
vítimas constante dos íncubos e súcubos. Na época foi uma boa desculpa para as
freirinhas que “misteriosamente” apareciam grávidas.
·Os íncubos e súcubos podiam se manifestar
através de pessoas. Outra boa desculpa para aqueles coitados que “inconscientemente”
saiam da linha.
Para quem quiser, tem um texto interessante neste SITE.
"Haarmann não era um vampiro no sentido folclórico tradicional. Era um indivíduo perturbado mentalmente com um fetiche por sangue..." (J. G. Melton)
Em 24 de outubro de 1879 nasce Fritz Haarmann em Hannover (Alemanha). Conhecido como "Vampiro de Hannover". Ainda jovem entrou para o Exército, após certo período de serviço militar voltou para Hannover. Pouco tempo depois foi preso por molestar crianças e deveria cumprir sua sentença num manicômio. Porém, escapou e fugiu para a Suíça, onde passou um bom tempo morando nas ruas e cometendo pequenos delitos, por vezes fora preso.
Haarmann era homossexual, costumava pegar jovens na rua e os convidava para sua casa, lá se divertiam, no entanto algumas vezes acabava por matá-los. Em 1919 fora detido, passou nove meses preso e assim que saiu conheceu Hans Grans, fez deste seu amante e parceiro. No ano seguinte seus crimes evoluíram, agora começava a morder a garganta e beber o sangue de suas vítimas. Entretanto, em 1924 foram descobertos restos mortais e após investigações a polícia chegou até ele. Enquanto buscavam mais provas Haarmann foi mantido preso. Em seus alojamentos a polícia encontrou mais de vinte corpos, além de pertences das vítimas. Não tendo outra alternativa, Haarmann confessou seus crimes e a participação de Grans.
Haarmann foi acusado de vinte e quatro assassinatos, mas é possível que tenham passado dos cinquenta. Em seu julgamento revelou outras atividades, como canibalismo. Alegava ainda que durante o período em que trabalhou num açougue costumava vender as carnes de algumas de suas vítimas. Haarmann foi condenado à morte, decapitado em 15 de abril de 1925 e seu cérebro levado à Universidade de Gôttigem para ser estudado.
Não é uma homenagem.
Fonte:
MELTON, J. Gordon. O Livro dos Vampiros: A Enciclopédia dos Mortos-Vivos. São Paulo: M.Books do Brasil Editora Ltda, 2003.