sexta-feira, 1 de junho de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Arnold Paul

W. Podkowinski, Cemetery. 1890–1892, pencil on paper.
Entre todas as histórias famosas de possíveis ataques de vampiros com certeza está o caso de Arnold Paul (ou Paole). Não se conhece a data exata de nascimento, mas acredita-se que ocorreu entre os primeiros anos de 1700 em Medvegia, norte de Belgrado, parte da Sérvia que até então pertencia ao Império Austríaco.
Paul serviu ao exército, voltando para sua cidade em 1727 comprou muitas terras e tornou-se agricultor. Ficou noivo e todos o conheciam como uma pessoa de bom caráter, porém de semblante triste.
Em uma conversa com sua noiva confessou que seus problemas e tristezas eram oriundos dos tempos de guerra, alegou ainda ter sido atacado por um vampiro. Paul o seguiu até o cemitério onde conseguiu matá-lo e, acreditando que se livraria das consequências do ataque, comeu um pouco de terra do túmulo do vampiro e passou o sangue do mesmo em suas feridas.
Pouco tempo depois Paul sofreu um acidente e veio a falecer, após algumas semanas de seu enterro começaram os relatos de suas aparições. Quatro pessoas que relataram ter visto Paul morreram e o medo tomou conta da comunidade. As autoridades decidiram averiguar o caso abrindo o túmulo de Paul após quarenta dias de seu enterro, dessa forma puderam constatar que seu corpo estava intacto, com aparência de recém-enterrado, perfuraram-no e o sangue jorrou. Paul foi estaqueado, decapitado e seu corpo queimado. O mesmo foi feito com as quatro pessoas que haviam morrido.

Curiosidades:
·         Paul teria gemido ao ser estaqueado.
·         Em 1731, na mesma região, houve uma segunda onda de ataques de vampiros.
·         Durante a segunda onda de ataques, foram desenterrados quarenta corpos, sendo que dezessete estavam em condições de preservação semelhantes as de Paul.


Fonte:
MELTON, J. Gordon. O Livro dos Vampiros: A Enciclopédia dos Mortos-Vivos. São Paulo: M.Books do Brasil Editora Ltda, 2003.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Filme: Perfume - A História de um Assassino

Não sou boa em fazer sinopses sem revelar coisas ou aspectos que devem ser descobertos por quem assiste. Mas posso dizer que é um lindo filme e está na minha lista de favoritos, bonito de se ver e surpreendente.

Perfume – A História de um Assassino é uma adaptação do livro Das Parfum, die Geschichte eines Mörders do escritor alemão Patrick Süskind, publicado em 1985. É um best-seller, passando do número de vinte milhões de exemplares vendidos em quarenta países. Parece que até Tim Burton cogitou transformar o livro em filme, assim como outros diretores conhecidos.
Fica então a sugestão para quem ainda não o assistiu.


Direção: Tom Tykwer
Gênero: Drama/Suspense
Nacionalidade: França/Espanha/Alemanha
Ano: 2006

Sinopse:
Paris, 1738. Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasceu em um mercado de peixe, onde sua mãe (Birgit Minichmayr) trabalhava como vendedora. Ela o tinha abandonado, mas o choro de Jean-Baptiste faz com que seja descoberto pelos presentes na feira. Isto também faz com que sua mãe seja presa e condenada à morte. Entregue aos cuidados da Madame Gaillard (Sian Thomas), que explora crianças órfãs, Jean-Baptiste cresce e logo descobre que possui um dom incomum: ele é capaz de diferenciar os mais diversos odores à sua volta. Intrigado, Jean-Baptiste logo demonstra vontade de conhecer todos os odores existentes, conseguindo diferenciá-los mesmo que estejam longe do local em que está. Já adulto, ele torna-se aprendiz na perfumaria de Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), que passa por um período de pouca clientela. Logo Jean-Baptiste supera Baldini e, criando novos perfumes, revitaliza a perfumaria. Jean-Baptiste cada vez mais se interessa em manter o odor de forma permanente, o que faz com que busque meios que possibilitem que seu sonho se torne realidade. Só que, em suas experiências, ele passa a tentar capturar o odor dos próprios seres humanos.
Sinopse: Adoro Cinema

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Beijo

Fere meu coração criminosamente e eu não sei o que esperar de teus atos.
Decide sempre o melhor aos teus interesses, descartando qualquer vontade de outrem.
É perverso sem pesar, sente apenas aquilo que convém.
Este prazer em assistir tuas intenções ácidas contaminando-me não pode fazer parte do meu destino.
Agora me beije com o mais perfeito de teus beijos e assim selaremos o nosso adeus.
Feito isto partirá para longe e jamais retornará demônio falido.

Penélope Luzi


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Invention of Love - Andrey Shushkov


Este é um lindo curta animado do russo Andrey Shushkov, criado entre 2009 e 2010 e usado como seu trabalho de conclusão de curso para a Saint-Petersburg University of Culture and Arts.
Atenção para a trilha sonora impecável!


Direção e roteiro: Andrey Shushkov
Música: Polina Sizova e Anton Melnikov
(exceto a parte que toca uma música de Chopin)
Andrey Shushkov - Site


Tenham um excelente final de semana!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Meu desejo - Álvares de Azevedo

Meu desejo? era ser a luva branca
Que essa tua gentil mãozinha aperta,
A camélia que murcha no teu seio,
O anjo que por te ver do céu deserta...
Meu desejo? era ser o sapatinho
Que teu mimoso pé no baile encerra...
A esperança que sonhas no futuro,
As saudades que tens aqui na terra...
Meu desejo? era ser o cortinado
Que não conta os mistérios de teu leito,
Era de teu colar de negra seda
Ser a cruz com que dormes sobre o peito.
Meu desejo? era ser o teu espelho
Que mais bela te vê quando deslaças
Do baile as roupas de escumilha e flores
E mira-te amoroso as nuas graças!
Meu desejo? era ser desse teu leito
De cambraia o lençol, o travesseiro
Com que velas o seio, onde repousas,
Solto o cabelo, o rosto feiticeiro...
Meu desejo? era ser a voz da terra
Que da estrela do céu ouvisse amor!
Ser o amante que sonhas, que desejas
Nas cismas encantadas de langor!

Álvares de Azevedo




segunda-feira, 21 de maio de 2012

Filhos da Noite

Nós que veneramos a escuridão, confiando nossa devoção.
Nós que contemplamos toda a magnitude de sua beleza.
Nós que viemos a este mundo com o destino de amar sua perfeição.
Nós que calamos durante o dia para contar-lhe os nossos segredos.
Nós que vestimos dela e para ela, tornando-nos um.
Nós que suplicamos pela sua presença, as horas de sua jornada.
És nossa morada, onde encontramos um pouco daquilo que chamam de felicidade.

Penélope Luzi


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