quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fumo - Florbela Espanca

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas;
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces plenas de carinhos!
Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu amor pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos...

Florbela Espanca – Livro de Sóror Saudade

The Sisters of Mercy -  Under the Gun

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pergunta


Decidi fazer um post diferente com a intenção de conhecer vocês e para ter a chance de saber o que pensam sobre assuntos diversos. Pensei em fazer perguntas sobre coisas diferentes toda semana ou a cada dez dias. O que acham?
Se gostarem, ficarei muito contente em poder fazer isto mais vezes.

Um abraço meus queridos e fiquem à vontade!


Pergunta:
Você acredita que há algo após a morte? Se sim, como imagina ser?

* * *

Eu imagino duas possibilidades na verdade.
A primeira é que descansamos após a morte, desligamos de tudo e todos, ou seja, acabou. Eu nunca tive nenhuma experiência paranormal e talvez por isso pense dessa forma, apesar de adorar o assunto.
Segunda, eu não acredito em inferno ou céu, realmente não consigo. Iriamos todos para um lugar totalmente diferente de qualquer coisa que já vimos ou ouvimos falar. Um local talvez de reflexão e repouso. Nesta segunda possibilidade os fantasmas teriam chance de existir e estariam entre os vivos resolvendo assuntos pendentes. O que me lembra o filme "Gasparzinho", hauhauhau.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Saudade

As lembranças escorrem entre os dedos e já não o encontro em meus sonhos.
Como o deitar do sol numa tarde serena, assim a despedida se faz.
Luto contra o esquecimento, as memórias parecem adormecer resignadas.
Longe, aos poucos, desaparecendo aquilo que um dia foi a sua presença.
Aquela dor cedeu espaço a um tranquilo vazio inexplicável.
E hoje resta-me, como único sinal teu, a saudade.

Penélope Luzi


sexta-feira, 1 de junho de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Arnold Paul

W. Podkowinski, Cemetery. 1890–1892, pencil on paper.
Entre todas as histórias famosas de possíveis ataques de vampiros com certeza está o caso de Arnold Paul (ou Paole). Não se conhece a data exata de nascimento, mas acredita-se que ocorreu entre os primeiros anos de 1700 em Medvegia, norte de Belgrado, parte da Sérvia que até então pertencia ao Império Austríaco.
Paul serviu ao exército, voltando para sua cidade em 1727 comprou muitas terras e tornou-se agricultor. Ficou noivo e todos o conheciam como uma pessoa de bom caráter, porém de semblante triste.
Em uma conversa com sua noiva confessou que seus problemas e tristezas eram oriundos dos tempos de guerra, alegou ainda ter sido atacado por um vampiro. Paul o seguiu até o cemitério onde conseguiu matá-lo e, acreditando que se livraria das consequências do ataque, comeu um pouco de terra do túmulo do vampiro e passou o sangue do mesmo em suas feridas.
Pouco tempo depois Paul sofreu um acidente e veio a falecer, após algumas semanas de seu enterro começaram os relatos de suas aparições. Quatro pessoas que relataram ter visto Paul morreram e o medo tomou conta da comunidade. As autoridades decidiram averiguar o caso abrindo o túmulo de Paul após quarenta dias de seu enterro, dessa forma puderam constatar que seu corpo estava intacto, com aparência de recém-enterrado, perfuraram-no e o sangue jorrou. Paul foi estaqueado, decapitado e seu corpo queimado. O mesmo foi feito com as quatro pessoas que haviam morrido.

Curiosidades:
·         Paul teria gemido ao ser estaqueado.
·         Em 1731, na mesma região, houve uma segunda onda de ataques de vampiros.
·         Durante a segunda onda de ataques, foram desenterrados quarenta corpos, sendo que dezessete estavam em condições de preservação semelhantes as de Paul.


Fonte:
MELTON, J. Gordon. O Livro dos Vampiros: A Enciclopédia dos Mortos-Vivos. São Paulo: M.Books do Brasil Editora Ltda, 2003.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Filme: Perfume - A História de um Assassino

Não sou boa em fazer sinopses sem revelar coisas ou aspectos que devem ser descobertos por quem assiste. Mas posso dizer que é um lindo filme e está na minha lista de favoritos, bonito de se ver e surpreendente.

Perfume – A História de um Assassino é uma adaptação do livro Das Parfum, die Geschichte eines Mörders do escritor alemão Patrick Süskind, publicado em 1985. É um best-seller, passando do número de vinte milhões de exemplares vendidos em quarenta países. Parece que até Tim Burton cogitou transformar o livro em filme, assim como outros diretores conhecidos.
Fica então a sugestão para quem ainda não o assistiu.


Direção: Tom Tykwer
Gênero: Drama/Suspense
Nacionalidade: França/Espanha/Alemanha
Ano: 2006

Sinopse:
Paris, 1738. Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasceu em um mercado de peixe, onde sua mãe (Birgit Minichmayr) trabalhava como vendedora. Ela o tinha abandonado, mas o choro de Jean-Baptiste faz com que seja descoberto pelos presentes na feira. Isto também faz com que sua mãe seja presa e condenada à morte. Entregue aos cuidados da Madame Gaillard (Sian Thomas), que explora crianças órfãs, Jean-Baptiste cresce e logo descobre que possui um dom incomum: ele é capaz de diferenciar os mais diversos odores à sua volta. Intrigado, Jean-Baptiste logo demonstra vontade de conhecer todos os odores existentes, conseguindo diferenciá-los mesmo que estejam longe do local em que está. Já adulto, ele torna-se aprendiz na perfumaria de Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), que passa por um período de pouca clientela. Logo Jean-Baptiste supera Baldini e, criando novos perfumes, revitaliza a perfumaria. Jean-Baptiste cada vez mais se interessa em manter o odor de forma permanente, o que faz com que busque meios que possibilitem que seu sonho se torne realidade. Só que, em suas experiências, ele passa a tentar capturar o odor dos próprios seres humanos.
Sinopse: Adoro Cinema
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