quarta-feira, 13 de junho de 2012

Peter Plogojowitz


Peter Plogojowitz morava em uma pequena vila na Sérvia ocupada por austríacos chamada Kisolova, área que se tornou oficialmente parte da Hungria. Kisolova ficava perto de Medvegia, onde ocorreu o caso de Arnold Paul (clique aqui).
Plogojowitz morreu aos 62 anos, em setembro de 1828. De acordo com os relatos, três dias depois de sua morte, apareceu em sua casa durante a noite, pediu comida a seu filho e saiu. Duas noites depois, retornou e pediu comida novamente, desta vez seu filho se recusou a dar e no dia seguinte foi encontrado morto. Vários moradores adoeceram e todos foram diagnosticados com excessiva perda de sangue. Alguns relataram que, durante um sonho, Plogojowitz sugava-lhes o sangue. Dias depois, nove pessoas morreram por causa da misteriosa doença.
O comandante das forças imperiais, sabendo do ocorrido, resolveu visitar a vila. Foram abertos todos os túmulos dos recém-falecidos. Ao abrir o túmulo de Plogojowitz tiveram uma surpresa, seu corpo parecia respirar e estar em transe, seus olhos estavam abertos, suas carnes intactas e coradas. E o mais intrigante, sua boca estava manchada com sangue aparentemente fresco. Logo, o comandante concluiu tratar-se de um vampiro.
O coração de Plogojowitz foi estaqueado e seu corpo queimado. Os outros corpos não apresentaram sinais de vampirismo e foram devolvidos a seus túmulos. Para proteger os mortos e os moradores, alhos foram colocados nas sepulturas.

Fonte:
MELTON, J. Gordon. O Livro dos Vampiros: A Enciclopédia dos Mortos-Vivos. São Paulo: M.Books do Brasil Editora Ltda, 2003.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Amor - Álvares de Azevedo


Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábios beber
Os teus amores do céu!
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança!
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minh’alma, meu coração...
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento,
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

Álvares de Azevedo

Aproveite o dia com o seu amor e seja feliz!


segunda-feira, 11 de junho de 2012

A morte vence


Imagem: Eugenio Recuenco

Virgem imaculada, pura de todo pecado, por que se despede em tão tenra idade?
O corpo petrificou, os olhos vitrificaram e a face perdeu a cor.
A secura cerrou seus lábios rosados, mas o rosto mantém-se virginal sem vestígio de movimento.
Parece repousar de um bravo duelo, adormecida, serena e angelical.
Uma dor para aqueles que a amam e contrariamente dizem-lhe adeus.
Bailarina dos anjos, agora para qual outro mundo sua alma irá?

Penélope Luzi

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fumo - Florbela Espanca

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas;
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces plenas de carinhos!
Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu amor pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos...

Florbela Espanca – Livro de Sóror Saudade

The Sisters of Mercy -  Under the Gun

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pergunta


Decidi fazer um post diferente com a intenção de conhecer vocês e para ter a chance de saber o que pensam sobre assuntos diversos. Pensei em fazer perguntas sobre coisas diferentes toda semana ou a cada dez dias. O que acham?
Se gostarem, ficarei muito contente em poder fazer isto mais vezes.

Um abraço meus queridos e fiquem à vontade!


Pergunta:
Você acredita que há algo após a morte? Se sim, como imagina ser?

* * *

Eu imagino duas possibilidades na verdade.
A primeira é que descansamos após a morte, desligamos de tudo e todos, ou seja, acabou. Eu nunca tive nenhuma experiência paranormal e talvez por isso pense dessa forma, apesar de adorar o assunto.
Segunda, eu não acredito em inferno ou céu, realmente não consigo. Iriamos todos para um lugar totalmente diferente de qualquer coisa que já vimos ou ouvimos falar. Um local talvez de reflexão e repouso. Nesta segunda possibilidade os fantasmas teriam chance de existir e estariam entre os vivos resolvendo assuntos pendentes. O que me lembra o filme "Gasparzinho", hauhauhau.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Saudade

As lembranças escorrem entre os dedos e já não o encontro em meus sonhos.
Como o deitar do sol numa tarde serena, assim a despedida se faz.
Luto contra o esquecimento, as memórias parecem adormecer resignadas.
Longe, aos poucos, desaparecendo aquilo que um dia foi a sua presença.
Aquela dor cedeu espaço a um tranquilo vazio inexplicável.
E hoje resta-me, como único sinal teu, a saudade.

Penélope Luzi


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